Eu sou fissurado em nozes! Principalmente em amendoim. Tenho paixão por pé de moleque (embora o aparelho dentário tente me tirar este prazer), paçoca, doce de amendoim e tudo mais que se possa fazer com amendoim.
A uns tempos atrás ganhei um mugunzá de uma amiga mineira que continha amendoim. Eu que não era fã de mugunzá acabei apaixonando-me por ele. Bom mas a questão aqui não é o mugunzá em si, mas o bolo de amendoim. Não sei quanto a vocês, mas sabe de uma coisa: EU SOU MESTRE EM PROTELAR AS MINHAS RECEITAS!
Tudo acontece assim: Eu sinto vontade de fazer uma receita (a do momento é o bendito bolo de amendoim), daí vou a cozinha ver se eu tenho todos os ingredientes. Se tiver, às vezes faço na hora. Se não tiver... ai são outros quinhentos. Já fazem uns dois dias que quero fazer o bolo de amendoim, para poder postar no blog. Gostaria que fosse a primeira receita. Nada de muito requintado... Só um pão de ló com recheio de amendoim e leite condensado e um merengue ou chantilly por cima... Enquanto não faço decido.
Torrei os amendoins, mas a verdade é que eu vou me envolvendo com tantas questões que esqueco-me de fazer o bem falado bolo! E enquanto isso... A forma do amendoim vai secando... É irresistível. Cada um que passa pela cozinha leva alguns grãos. Que graça né? Antigamente brigava, mas hoje não brigo mais... A culpa não é do povo! O trem é bom!
Vou fazer o bolo... amanhã! Mas uma coisa eu aprendo com tudo isso! Muitos de nós, como eu, tem mania de protelar as coisas. Mas a grande questão não é protelar as coisas. Eu, por exemplo já aceitei o fato de que eu sou assim! Já lutei muito para mudar e ainda luto mas não fico mais sofrendo quando as coisas não vão bem neste sentido. A questão é assumir o erro por ter protelado! Isso que é o mais difícil. É como o amendoim, ele vai acabando. É a conseqüência de protelar. Às vezes culpamos as pessoas por nossas indiferenças, esperas, medos e tantas outras coisas. É tudo muito pior! Nos relacionamentos eu tenho aprendido que existem coisas que não podemos protelar: Dizer que amamos, dizer que erramos e pedir perdão por exemplo.
Não podemos culpar os outros pelo que é a nossa própria responsabilidade! Fica ai enttão a grande lição do bolo de amendoim : Assuma as responsabilidades! Vou trocar em miúdos para você: “ou você faz o bolo ou deixa os outros comerem os amendoins sem reclamar!” RSRSRSRSRS !
Cheiro!